Olá! Que bom que está aí. Às vezes tenho a impressão.
Mas há a memória. Uma xilogravura no peito.
(Pausa)
Daí deve ser mais fácil mesmo. Sozinho
Agora as cartas não parecem mais (tão) ridículas.
Mas estão por aí. À procura de.
(sons de garrafas batendo umas nas outras)
Garrafas. Jogam tudo pelas ruas hoje em dia.
(Pigarro) Não tem-de-quê. A gente tem medo de dizer.
Tem pavor de dizer “vem cá”.
Silêncio
É, a gente tem muita coisa pra fazer. E todos os caminhos são os caminhos.
Mas o trem passa. Quando criança queria ser maquinista.
Já tenho o apito. A bola e o campo. Mas sabe, né? Não se joga sozinho.
(Sons de latas batendo umas nas outras).
Mas sozinho é mais fácil não fazer barulho.
Não acho que esteja muito calada.
Acho que gosto de te ouvir. Às vezes tenho a impressão.
Mas há a memória. Um eco que embala o sono. E aquece as mãos.
(sons de apito, rádio velho, sons de mudança de estação, ruídos de narração de jogo de futebol).
Sei desse negócio de extravagância. Um amigo meu pega táxi no dia do pagamento. Coisa de dez minutos. Depois faz o resto do caminho a pé. Faz bem pra saúde.
(Vinheta da "Voz do Brasil")
Eu quero é carona.
Eu quero todas as muletas. Quero todas as cotas ou “políticas afirmativas” que me sejam possíveis. Bolsas, subsídios e similares. Quero colo. “Quero maisi mamãe”
Abre a janela do teu trem aí.
Ah! É mais fácil sozinho.É mesmo. O fio do enredo. As peças do desmonte, né?
Às vezes tenho a impressão.
Mas há a memória.
(sons de plástico-bolha)
Tem gosto de bala Juquinha e.
Quando começo a estourar esse negócio não consigo parar.
Sobe o som de uma música (ainda a ser escolhida)
Rascunho inspirado em "Cartas à procura de garrafas" do meu amigo Máximo Heleno Lustosa da Costa, que pode ser lido em: http://ideiasaderiva.blogspot.com/
segunda-feira, outubro 15, 2007
quarta-feira, outubro 10, 2007
quarta-feira, outubro 03, 2007
terça-feira, outubro 02, 2007
Bom te ver
Ah! Que bom te ver! Fazia tempo...
É engraçado como a memória nos protege da insipidez cotidiana.
Faço mil coisas, cumpro trezentas tarefas, parece que me esqueço, penso que me esqueço.
Me convenço que esqueço.
Mas se te encontro...
Me reencontro: sou um homem provisório, efêmero, inconsútil.
Todos os dias desisto de ti. Todos os dias preciso desistir.
Mas a memória me salva da desfaçatez íntima.
Tua sombra sépia me acompanha e reflete aquilo que me denuncia a mim mesmo.
E ao qual me rendo imediata e incontestavelmente.
E admito que o tempo tem vida própria dentro de mim. Ele fica sentado me vendo passar. E se ri de mim se por um acaso, coincidência, infortúnio ou fortuna confirmo o relógio parado. Enquanto escrevo atendo telefonemas, envio e-mails, pesquiso sobre os quarenta anos da morte de Che Guevara, opino sobre a roupa da minha colega de trabalho, faço contas, faço planos nos quais não há tua presença, decoro um texto que li contigo. E colho a Rosa da terra queimada que plantaste em mim num crepúsculo que (eu sei) só eu lembro e releio as confissões virtuais em letras minúsculas guardadas em pasta com teu nome.
Ah! Que bom te ver! Faz tantos dias e foi ontem. E estou lá. E estou aqui.
Mas não podes me ver, me saber, me ler. Não há como. Por mais que me mostre.
Por mais que eu te mostre minha ausência.
Que bom te ver assim como em ondas que vêm e te trazem e logo te levam dissolvido na minha memória.
Mesmo que essa tua saudade não possa ser derramada por mim.
Bom te ver.
É engraçado como a memória nos protege da insipidez cotidiana.
Faço mil coisas, cumpro trezentas tarefas, parece que me esqueço, penso que me esqueço.
Me convenço que esqueço.
Mas se te encontro...
Me reencontro: sou um homem provisório, efêmero, inconsútil.
Todos os dias desisto de ti. Todos os dias preciso desistir.
Mas a memória me salva da desfaçatez íntima.
Tua sombra sépia me acompanha e reflete aquilo que me denuncia a mim mesmo.
E ao qual me rendo imediata e incontestavelmente.
E admito que o tempo tem vida própria dentro de mim. Ele fica sentado me vendo passar. E se ri de mim se por um acaso, coincidência, infortúnio ou fortuna confirmo o relógio parado. Enquanto escrevo atendo telefonemas, envio e-mails, pesquiso sobre os quarenta anos da morte de Che Guevara, opino sobre a roupa da minha colega de trabalho, faço contas, faço planos nos quais não há tua presença, decoro um texto que li contigo. E colho a Rosa da terra queimada que plantaste em mim num crepúsculo que (eu sei) só eu lembro e releio as confissões virtuais em letras minúsculas guardadas em pasta com teu nome.
Ah! Que bom te ver! Faz tantos dias e foi ontem. E estou lá. E estou aqui.
Mas não podes me ver, me saber, me ler. Não há como. Por mais que me mostre.
Por mais que eu te mostre minha ausência.
Que bom te ver assim como em ondas que vêm e te trazem e logo te levam dissolvido na minha memória.
Mesmo que essa tua saudade não possa ser derramada por mim.
Bom te ver.
quinta-feira, setembro 27, 2007
quarta-feira, setembro 26, 2007
A CADA ESTAÇÃO
LÁ VAI O TREM QUE INSISTE EM NÃO PARAR,
LÁ VAI O TREM QUE NÃO TEM HORA PRA CHEGAR.
AS LEMBRANÇAS DE MENINO?
FICARAM NO FUNDO DA MALA SEM FUNDO.
AS DE BEM MOÇO SÃO PAISAGENS LÁ ATRÁS.
AGORA, A VIAGEM É DOCE.
ESTOU ONDE DEVERIA ESTAR
E NO RITMO QUE VOU
TÃO CEDO NÃO QUERO CHEGAR.
LÁ VAI O TREM, LÁ VAI O TREM, LÁ VAI O TREM .
QUE INSISTE EM NÃO PARAR.
De Alexandre Gonzaga meu colega de teatro e parceiro nas palavras.
LÁ VAI O TREM QUE NÃO TEM HORA PRA CHEGAR.
AS LEMBRANÇAS DE MENINO?
FICARAM NO FUNDO DA MALA SEM FUNDO.
AS DE BEM MOÇO SÃO PAISAGENS LÁ ATRÁS.
AGORA, A VIAGEM É DOCE.
ESTOU ONDE DEVERIA ESTAR
E NO RITMO QUE VOU
TÃO CEDO NÃO QUERO CHEGAR.
LÁ VAI O TREM, LÁ VAI O TREM, LÁ VAI O TREM .
QUE INSISTE EM NÃO PARAR.
De Alexandre Gonzaga meu colega de teatro e parceiro nas palavras.
sexta-feira, setembro 21, 2007
sexta-feira, setembro 14, 2007
Sem que nem mesmo você saiba
"Tenho pensado sobre as sensações que me assaltam durante minhas viagens diárias do trabalho até minha casa. São sensações que oscilam entre a coragem e o medo; o ânimo e a timidez; a iniciativa e a inércia; E quando penso nesse pêndulo em que me tornei, me vejo flutuando por sobre as pessoas, os lugares, os pensamentos.
Fluida e etérea.
Sou elástica: vou e volto sem sair de mim.
Capturo por segundos o (teu) olhar que desejo e o guardo na memória.
Assim ele é meu sem deixar o lugar onde está.
É meu sem que nem mesmo você saiba.
Sinto uma solidão de um azul tão profundo que me abraça, me acaricia e aprisiona.
E aceito esse colo pela conveniência da rotina segura.
Aqui aprendi a conjugar a vida no futuro do pretérito.
Uma espera passiva por algo que, ao não acontecer confirma a espera.
Minha história é uma fotografia em cor sépia.
Esmaecida, amarelada.
Meu gosto é gostaria.
Minha vontade é só torcida.
Minha eloqüência é esse silêncio que ninguém decifra.
E mesmo assim aqui estou. Parada. Perto. Pronta.
E anseio, observo, busco em sua expressão cansada um fio de esperança, de ilusão de que você seja a exceção que procuro e que (por isso) me paralisa".
Texto inspirado na personagem "Senhora" da peça "Mais Um" do dramaturgo paulista Cássio Pires.
Fluida e etérea.
Sou elástica: vou e volto sem sair de mim.
Capturo por segundos o (teu) olhar que desejo e o guardo na memória.
Assim ele é meu sem deixar o lugar onde está.
É meu sem que nem mesmo você saiba.
Sinto uma solidão de um azul tão profundo que me abraça, me acaricia e aprisiona.
E aceito esse colo pela conveniência da rotina segura.
Aqui aprendi a conjugar a vida no futuro do pretérito.
Uma espera passiva por algo que, ao não acontecer confirma a espera.
Minha história é uma fotografia em cor sépia.
Esmaecida, amarelada.
Meu gosto é gostaria.
Minha vontade é só torcida.
Minha eloqüência é esse silêncio que ninguém decifra.
E mesmo assim aqui estou. Parada. Perto. Pronta.
E anseio, observo, busco em sua expressão cansada um fio de esperança, de ilusão de que você seja a exceção que procuro e que (por isso) me paralisa".
Texto inspirado na personagem "Senhora" da peça "Mais Um" do dramaturgo paulista Cássio Pires.
quarta-feira, setembro 05, 2007
segunda-feira, setembro 03, 2007
sexta-feira, agosto 31, 2007
quarta-feira, agosto 29, 2007
terça-feira, agosto 28, 2007
Sempre ou do contrário não serve
Todo amor que houver!
Todos
Todo.
Inteiro
Integral
Infinito.
Pra sempre. Nesse momento.
Eterno. Agora.
Aberto.
Exposto.
Entregue.
Rasgado
Flagrado.
À flor da pele.
E do olho
Que transborda.
Todos
Todo.
Inteiro
Integral
Infinito.
Pra sempre. Nesse momento.
Eterno. Agora.
Aberto.
Exposto.
Entregue.
Rasgado
Flagrado.
À flor da pele.
E do olho
Que transborda.
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urgente
terça-feira, agosto 21, 2007
segunda-feira, agosto 20, 2007
Sábado de sol
Sábado de sol. Muito sol. De um céu de Magritte tão absoluto que é impossível ficar em casa reclamando do inevitável passar dos anos. Foi o tempo que me trouxe aqui, que me fez ser o que sou hoje.
Portanto mesmo negociando com a preguiça, com a tendinite patelar (companheira de anos) e, claro, me convencendo de que a distância entre minha casa e a Cidade dos Esportes é pequeno detalhe, decidi assistir a alguma das finais do Parapan.
E estou aqui nesse lugar onde definitivamente medalha é mero objeto simbólico de vitórias diárias não contabilizadas. Conquistas pessoais, obstáculos vencidos, limites superados que fazem parte da história de vários dos aqui presentes, tanto atletas quanto platéia.
E eu aqui rindo à toa por testemunhar um clima raro de paz e liberdade entre os que circulam pelas arquibancadas, corredores e rampas. Todos querem comemorar a vida. Só. Só?
E estamos aqui no meio das matracas, cornetas e batuques que esquentam o coração do torcedor mais esforçado em ser discreto, como eu. Isso em plena decisão do basquete masculino entre Brasil e Argentina. Impossível ficar parado.
Então o gelo vai irremediavelmente derretendo e me vejo de repente no meio do estádio gritando: éeeeeeeeeeeeeeeehhhhhhhh Brasil! E levantando obedientemente ao comando do animador de platéia (profissão do futuro?) os braços na ohla.
E, claro, arrastando Djair que nesse instante só quer saber de detonar o sacão de pipocas que é (era) nosso. Ele embarca na brincadeira encantado com a multidão (quase) sincronizada.
De repente uma chuva de gaivotas de papel em todas as direções: as crianças do seu jeito participando da festa. O olho de Djair salta ao assistir o menino da cadeira de baixo lançar seu modelo fabricado ali na hora. Nem pisquei: lá se foi uma das páginas de um texto que eu estava decorando. Nas mãos desse cara que me surpreende sempre, essa gaivota ganha asas inimagináveis e rodopia livremente até cair na cabeça de uma menina que ri (como se tivesse sido sorteada) e o envia mais pra frente. Logo aparece muita matéria-prima (prospectos de divulgação) extremamente útil ao engenho de nossos Pequenos Príncipes de última hora. Uma menina de óculos pede ajuda para finalizar seu protótipo e assim ele possa voar mais longe, então acompanhamos, eu e ela, as mãos ágeis desse meu irmão que se me revela diariamente.
Inúteis os apelos dos organizadores e olhares recriminadores de alguns adultos.
Eu, em outra ocasião, provavelmente concordaria com as ordens de manter a ordem, mas diante daquele sorriso, minha rendição era certa, incondicional e voluntária.
E nós assim simplesmente experimentando. Nos permitindo. Sem preocupações, elocubrações, divagações, explicações, justificativas.
Nem quero saber se esse evento como qualquer outro vai ser usado na propaganda política da campanha eleitoral do ano que vem. Nem quero saber, porque já sei que vai, mas nesse momento sou apenas mais uma pessoa aqui igual a todo mundo.
Nesse momento com a alma mais leve num fim-de-tarde de inverno, quando Djair me mostra o pôr do sol, o que eu sei é que isso tem nome.
Isso é felicidade
Portanto mesmo negociando com a preguiça, com a tendinite patelar (companheira de anos) e, claro, me convencendo de que a distância entre minha casa e a Cidade dos Esportes é pequeno detalhe, decidi assistir a alguma das finais do Parapan.
E estou aqui nesse lugar onde definitivamente medalha é mero objeto simbólico de vitórias diárias não contabilizadas. Conquistas pessoais, obstáculos vencidos, limites superados que fazem parte da história de vários dos aqui presentes, tanto atletas quanto platéia.
E eu aqui rindo à toa por testemunhar um clima raro de paz e liberdade entre os que circulam pelas arquibancadas, corredores e rampas. Todos querem comemorar a vida. Só. Só?
E estamos aqui no meio das matracas, cornetas e batuques que esquentam o coração do torcedor mais esforçado em ser discreto, como eu. Isso em plena decisão do basquete masculino entre Brasil e Argentina. Impossível ficar parado.
Então o gelo vai irremediavelmente derretendo e me vejo de repente no meio do estádio gritando: éeeeeeeeeeeeeeeehhhhhhhh Brasil! E levantando obedientemente ao comando do animador de platéia (profissão do futuro?) os braços na ohla.
E, claro, arrastando Djair que nesse instante só quer saber de detonar o sacão de pipocas que é (era) nosso. Ele embarca na brincadeira encantado com a multidão (quase) sincronizada.
De repente uma chuva de gaivotas de papel em todas as direções: as crianças do seu jeito participando da festa. O olho de Djair salta ao assistir o menino da cadeira de baixo lançar seu modelo fabricado ali na hora. Nem pisquei: lá se foi uma das páginas de um texto que eu estava decorando. Nas mãos desse cara que me surpreende sempre, essa gaivota ganha asas inimagináveis e rodopia livremente até cair na cabeça de uma menina que ri (como se tivesse sido sorteada) e o envia mais pra frente. Logo aparece muita matéria-prima (prospectos de divulgação) extremamente útil ao engenho de nossos Pequenos Príncipes de última hora. Uma menina de óculos pede ajuda para finalizar seu protótipo e assim ele possa voar mais longe, então acompanhamos, eu e ela, as mãos ágeis desse meu irmão que se me revela diariamente.
Inúteis os apelos dos organizadores e olhares recriminadores de alguns adultos.
Eu, em outra ocasião, provavelmente concordaria com as ordens de manter a ordem, mas diante daquele sorriso, minha rendição era certa, incondicional e voluntária.
E nós assim simplesmente experimentando. Nos permitindo. Sem preocupações, elocubrações, divagações, explicações, justificativas.
Nem quero saber se esse evento como qualquer outro vai ser usado na propaganda política da campanha eleitoral do ano que vem. Nem quero saber, porque já sei que vai, mas nesse momento sou apenas mais uma pessoa aqui igual a todo mundo.
Nesse momento com a alma mais leve num fim-de-tarde de inverno, quando Djair me mostra o pôr do sol, o que eu sei é que isso tem nome.
Isso é felicidade
quinta-feira, agosto 16, 2007
segunda-feira, agosto 13, 2007
A um ausente
Tenho razão de sentir saudade,
tenho razão de te acusar.
Houve um pacto implícito que rompeste
e sem te despedires foste embora.
Detonaste o pacto.
Detonaste a vida geral, a comum aquiescência
de viver e explorar os rumos de obscuridade
sem prazo sem consulta sem provocação
até o limite das folhas caídas na hora de cair.
Antecipaste a hora.
Teu ponteiro enlouqueceu,
enlouquecendo nossas horas.
Que poderias ter feito de mais grave
do que o ato sem continuação, o ato em si,
o ato que não ousamos nem sabemos ousar
porque depois dele não há nada?
Tenho razão para sentir saudade de ti,
de nossa convivência em falas camaradas,
simples apertar de mãos, nem isso, voz
modulando sílabas conhecidas e banais
que eram sempre certeza e segurança.
Sim, tenho saudades.
Sim, acuso-te porque fizeste
o não previsto nas leis da amizade e da natureza
nem nos deixaste sequer o direito de indagar
porque o fizeste, porque te foste.
Carlos Drummond de Andrade
tenho razão de te acusar.
Houve um pacto implícito que rompeste
e sem te despedires foste embora.
Detonaste o pacto.
Detonaste a vida geral, a comum aquiescência
de viver e explorar os rumos de obscuridade
sem prazo sem consulta sem provocação
até o limite das folhas caídas na hora de cair.
Antecipaste a hora.
Teu ponteiro enlouqueceu,
enlouquecendo nossas horas.
Que poderias ter feito de mais grave
do que o ato sem continuação, o ato em si,
o ato que não ousamos nem sabemos ousar
porque depois dele não há nada?
Tenho razão para sentir saudade de ti,
de nossa convivência em falas camaradas,
simples apertar de mãos, nem isso, voz
modulando sílabas conhecidas e banais
que eram sempre certeza e segurança.
Sim, tenho saudades.
Sim, acuso-te porque fizeste
o não previsto nas leis da amizade e da natureza
nem nos deixaste sequer o direito de indagar
porque o fizeste, porque te foste.
Carlos Drummond de Andrade
quarta-feira, agosto 08, 2007
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